O Ministério sacerdotal é um carisma entre os outros, da comunidade eclesial. O ministério define-se, neste caso, a partir da vocação comum de todos os baptizados a formar o povo de Deus. A tarefa que representa a Igreja e apenas indiretamente a Cristo como fonte e fundamento dela. A ordem emerge da dimensão sacerdotal presente em toda a Igreja; torna explícita, pública, organizada e oficial, na pessoa dos ministros ordenados, aquela função a que todos são chamados: a de anunciar e celebrar o ministério de Cristo.
Os dons e carismas que neles existem vêm, por outro lado, do Espírito Santo que sopra onde quer, em função do bem comum. Além disso, para esclarecer que o carisma do ministério está em função dos outros carismas e é em função do serviço. Todos juntos realizam a grande missão da Igreja (A. Pina Ribeiro, p. 88).
O que função é a transparência de uma relação entre Cristo e a sua Igreja se caracteriza fundamentalmente pela fé, pela esperança e pela caridade. A ordenação apareçe também em função do se testemunhas do Cristo ressuscitado.
Dar testemunho deste à priori permanente de Cristo na sua Igreja e fazê-lo valer nas suas realizações vitais é a tarefa principal do ministério do presbítero.
Os Padres Sinodais declararam a castidade perfeita no celibato sacerdotal um carisma, um inestimável dom de Deus à Igreja, um valor profético para o mundo atual. Os documentos da Igreja afirmam que não se trata de uma simples lei imposta do exterior, mas de um "dom precioso" da graça divina ou de uma carisma a receber na fé. O celibato no presbítero é uma carisma de "toda a conveniência" e "muito congruente", de "profunda conveniência" (SC 60) e quase conatural (OEC 8) ao sacerdócio. Por isso, o carisma é uma facto de vida, uma experiência contínua do Espírito (A. Pina Ribeiro p. 89). Continuação....
Comments
Post a Comment